Domingo, Setembro 28, 2008
PEDAGOGIA DA AUTONOMIA
Paulo Freire
CAPITULO 1
Não há docência sem discência
Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou sua construção.
Quem ensina aprende ao ensinar e que aprende ensina ao aprender.
1.1 Ensinar exige rigorosidade metódica
Percebe-se, assim a importância do papel do educador, quanto a sua tarefa docente não apenas ensinar os conteúdos mas também ensinar a pensar certo.
1.2 Ensinar exige pesquisa
Ensino porque busco , porque indaguei, porque indago, e me indago.
Pesquiso para constatar, contatando, intervenho, intervindo educo e me educo, pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.
1.3 Ensinar exige respeito aos saberes do educando
Porque não estabelecer uma intimidade entre os saberes curriculares fundamentais ao alunos e a experiência social que eles tem como indivíduos?
O que tem a escola a ver com isso? Ela só tem que ensinar os conteúdos? Transferi-los aos alunos?
1.4 Ensinar exige criticidade
A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvendamento de algo, como pergunta verbalizada ou não, como procura de esclarecimento, como sinal de atenção que sugere alerta faz parte integrante do fenômeno vital.
1.5 Ensinar exige Estética e Ética
Decência e boniteza de mãos dadas. A pratica educativa em de ser, em si, um testemunho rigoroso de decência e de pureza.
É por isso que transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é mesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador.
Pensar certo, pelo contrario, demanda profundidade e não superficialidade na compreensão e na interpretação dos fatos.
1.6 Ensinar exige a coporeificação das palavras pelo exemplo
Pensar certo é fazer certo.
Quem pensa certo esta cansado de saber que as palavras a que falta a corporeidade do exemplo pouco ou quase nada valem.
1.7 Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer
forma de discriminação
A grande tarefa do sujeito que pensa certo não é transferir, depositar, oferecer, doar ao outro, tomando como paciente do seu pensar, a intelegibilidade das coisas, dos fatos, dos conceitos. A tarefa coerente do educador, que pensa certo é, exercendo como ser humano a irrecusável pratica de inteligir, desafiar o educando com que se comunica e a quem comunica, produzir sua compreensão do que vem sendo comunicado.
1.8 Ensinar exige reflexão critica sobre a pratica
Por isso é que, na formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão critica sobre a pratica.
É pensando criticamente a pratica de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima pratica.
1.9 Ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade
cultural.
A questão da identidade cultural, de que fazem parte a dimensão individual e a de classe dos educandos cujo respeito é absolutamente fundamental na pratica educativa progressista, é problema que não pode ser desprezado.
Tem que ver diretamente com assunção de nós por nós mesmos.
É isto que o puro treinamento do professor não faz perdendo-se e
perdendo-o na estreita e pragmática visão do processo.
CAPITULO 2
Ensinar não é transferir conhecimento
Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.
Entrando em sala de aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, um ser critico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho – a de ensinar e não a de transferir conhecimento.
2.1 Ensinar exige consciência do inacabamento
Quer dizer, já não foi possível existir sem assumir o direito e o dever de optar, de decidir, de lutar, de fazer política. E tudo isso nos traz de novo a imperiosidade da pratica formadora, de natureza eminentimente ética.
2.2 Ensinar exige reconhecimento de ser condicionado
É na inconclusão do ser, que se sabe como tal, que se funda a educação como processo permanente. Mulheres e Homens se tornaram educáveis na medida em que se reconheceram inacabados.
Não foi a educação que fez mulheres e homes educáveis, mas a consciência de sua inconclusão é que gerou sua educabilidade.
2.3 Ensinar exige respeito a autonomia do ser do educando
O professor que desrespeita a curiosidade do educando, o seu gosto estético, a sua inquietude, a sua linguagem, mais precisamente, a sua sintaxe e a sua prosódia; o professor que ironiza o aluno, que o minimiza, que manda que “ele se ponha em seu lugar” ao m ais tênue sinal de sua rebeldia legítima, tanto quanto o professor que se exime do cumprimento de seu dever de propor limites à liberdade do aluno, que se furta ao dever de ensinar, de estar respeitosamente presente à experiência formadora do educando, transgride os princípios fundamentalmente éticos de nossa existência
2.4 Ensinar exige bom senso
O exercício do bom senso, com o qual só temos o que ganhar, se faz no “corpo” da curiosidade. Neste sentido, quanto mais pomos em prática de forma metódica a nossa capacidade de indagar, de comparar, de duvidar, de aferir, tanto mais eficazmente curiosos nos podemos tornar e mais critico se pode fazer o nosso bom senso.
2.5 Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores.
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2.6 Ensinar exige apreensão da realidade.
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2.7 Ensinar exige alegria e esperança.
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2.8 Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível.
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2.9 Ensinar exige curiosidade.
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CAPITULO 3
ENSINAR É UMA ESPECIFICIDADE HUMANA.
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3.1 Ensinar exige segurança, competência profissional e
generosidade.
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3.2 Ensinar exige comprometimento.
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3.3 Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de
intervenção no mundo.
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3.4 Ensinar exige liberdade e autoridade.
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3.5 Ensinar exige tomada consciente de decisões.
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3.6 Ensinar exige saber escutar.
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3.7 Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica.
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3.8 Ensinar exige disponibilidade para o dialogo.
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3.9 Ensinar exige querer bem aos educandos.
Segunda-feira, Setembro 22, 2008
Didática do Ensino Superior
Antonio Carlos Gil
CAPITO 3
QUEM E O ESTUDANTE UNIVERSITARIO
A preocupação com o estudante e relativamente recente na historia da educação. O processo de democratização do ensino passaram a ter acesso à escola pessoas provenientes de outros estratos sociais, com interesses, motivações e heranças culturais diferentes e com competências e conhecimentos em diferentes graus de desenvolvimento.
Esta situação tornou inviável a postura secular do professor de desenvolver sua atividade para um alunado típico.
COMO AS PESSOAS SE DIFERENCIAM
Os dois motivos principais que pode nos diferenciar: ou porque já nascemos diferentes umas das outras ou porque passamos por experiências diferentes ao longo de nossas vidas. O primeiro motivo refere-se as variáveis inatas. O segundo refere-se as variáveis adquiridas.
Esta distribuição de diferenças se concentram em torno da media conforme demonstra a “Curva da distribuição normal ou Curva de Gauss”
COMO CLASSIFICAR OS ESTUDANTES
A partir da década de 1960, foram desenvolvidos nos EUA e na EUROPA pesquisas empíricas, que culmiram com o estabelecimento de tipologias de estudantes universitário.
A CLASSIFICACAO DE MANN
Mann e seus colaboradores (1970) classificaram-nos em oito tipos diferentes:
1 COMPLACENTES. Estes estudantes são convencionais, muito
dependentes do professor e altamente orientados para as tarefas. Contentam-se em aprender unicamente o que o professor quer que aprendam. Correspondem a 10% da amostra.
2 ANSIOSOS-DEPENDENTES. Corresponde a 26% da amostra. Caracteriza-se principalmente por seu excessivo interesse em relação às aulas.
3 TRABALHADORES DESANIMADOS. Estes são estudantes cujos comentários em sala de aula expressam uma atitude depressiva e fatalista em relação a si mesmos e a sua educação. Muitos deles são estudantes mais velhos que voltaram a escola depois de um certo período de afastamento e acham muito difícil voltar a ter o entusiasmo juvenil. Corresponde a 4% da amostra.
4 ESTUDANTES INDEPENDENTES. São orientados para a aprendizagem, estão atentos ao que o professor pode lhes oferecer, mas perseguem suas próprias metas. A maior parte destes estudantes e muito participativa e faz amizade com os professores e se identifica com eles de alguma forma. Corresponde a 12% da amostra.
5 HEROIS. Corresponde a 10% da amostra total, são independentes, também dão preferência ao trabalho independente e criativo. Mas, diferentemente daqueles, parecem ansiosos em fazer com que o professor perceba imediatamente que são bons estudantes, embora tendam a decepcioná-lo mais tarde em decorrência de seu mau desempenho nas aulas.
6 FRANCO ATIRADORES. São hostis aos professores, difíceis de serem abordados e cheios de cinismo. Corresponde a 9% do grupo pesquisado e tem grande expectativa e uma imagem positiva de si mesmos, mas tem pouca esperança de que o mundo seja capaz de reconhecer seu valor ou de lhes dar uma oportunidade para demonstrá-lo.
7 ESTUDANTES QUE PROCURAM ATENCAO. Correspondem a 11% da amostra, gostam de vir às aulas, mas principalmente para ter contatos sociais com outros estudantes ou com o professor. Gostam muito de falar e são afeiçoados à discussão. Para eles, as necessidades sociais predominam sobre as intelectuais. Como gostam de ficar em classe, muitos deles tendem a desenvolver relações pessoais bastante intensas com os professores.
8 SILENCIOSOS. Correspondem a 20% da amostra estão entre os que mais desejam um relacionamento próximo com o professor, mas temem o que possa pensar deles ou de seu trabalho. De modo geral, preferem reagir a esse medo com o silencio e não com hostilidade.
A CLASSIFICACAO DE ASTIN
Abstém em 1993, classificou com dados obtidos empiricamente em sete classes:
1 OS SABIOS. Podem ser definidos por três características: habilidade acadêmica, autoconfiança intelectual e habilidade matemática. De acordo com estudo elaborado por Astin, eles provem de famílias com altos níveis educacionais, cujos pais desempenham atividades que requerem altos níveis de especialização como a de professores universitários e pesquisadores científicos.
2 OS ATIVISTAS SOCIAIS. Caracterizam-se pela participação em programas de ação comunitária, pelo auxilio a pessoas com dificuldades, pela pregação de valores sociais e pelo interesse em influenciar as estruturas políticas. Muitos desses estudantes pertencem a grupos raciais e étnicos com menor presença numérica em cursos superiores e são mais freqüentes em cursos como Ciências Sociais, Educação, Serviço Social, Psicologia e Teologia.
3 OS ARTISTAS. Conferem muita importância à criação artística, pretendem destacar-se numa carreira artística e escrever obras originais. Provem geralmente de famílias detentoras de níveis educacionais relativamente altos e são encontrados não apenas em cursos de artes, mas também em cursos de jornalismo, publicidade e letras.
4 OS HEDONISTAS. São definidos em termos de três características comportamentais: beber, fumar e aproveitar a noite. Admitem o uso de maconha e de outras drogas, originam-se geralmente de estratos sociais mais baixos e interessam-se mais por ocupações que não requerem formação acadêmica.
5 OS LIDERES. Caracterizam-se pela popularidade, autoconfiança social e habilidade de liderança. Seus pais apresentam níveis socioeconômicos relativamente altos.
6 OS DIRECIONADOS PARA O STATUS. Almejam boa situação financeira, reconhecimento de sua atuação pelos colegas por sua atuação, obtenção de sucesso em negocio próprio e responsabilidade administrativa pelo trabalho de outros.
7 OS ESTUDANTES DESCOMPROMISSADOS. Manifestam algumas das seguintes expectativas: antecipação da escola da carreira, mudar para uma área mais promissora, deixar o curso temporária ou permanentemente ou transferir-se para uma faculdade menos exigente.
A CLASSIFICACAO DE KUH, HU E VESPER
Também em pesquisa empírica, identificaram dez tipos de estudantes, levou em consideração essencialmente os padrões de engajamento nas atividades universitárias:
1 DESENGAJADOS. Apresentam baixo nível de participação em todas as atividades universitárias, estudam poucas horas por semana, de modo geral tiram notas baixas.
2 RECREADORES. Dedicam tempo considerável as atividades esportivas, participam pouco de outras atividades, apresentam baixo nível de interação social.
2 SOCIALIZADORES. Notável nível de interação social com seus pares, mais baixo nível de participação nas atividades acadêmicas, esportivas, culturais e artísticas.
3 ACADEMICOS. Distinguem-se pelo ativo envolvimento nas atividades acadêmicas. Razoável grau de interação com os pares, mas limitada participação nas atividades artísticas e esportivas. Obtém as melhores avaliações quanto ao desenvolvimento pessoal e preparação profissional.
4 CIENTISTAS. São fortemente marcados pelo envolvimento com atividades de cunho quantitativo, mas não apresentam bons resultados nas atividades de educação geral.
5 INDIVIDUALISTAS. Distinguem-se por elevada interação com os pares, participação em atividades artísticas e musicais, muito esforço e relativamente pouco contato com a faculdade.
6 ARTISTAS. Apresentam elevado nível de participação em atividades artísticas e interação com os colegas e outros membros da faculdade.
7 ESFORCADOS. Distinguem-se dos demais pelo alto nível de esforço despendido para levar a cabo o curso, embora não dediquem um grande numero de horas para os estudos.
8 INTELECTUAIS. Formam um grupo menos numeroso. Caracterizam-se pelo envolvimento com todas as atividades acadêmicas.
9 CONVENCIONAIS. Caracterizam-se pela mistura de padrões de envolvimento. Mantem o que e esperado dos estudantes de primeiro ano: alto envolvimento com atividades esportivas e acadêmicas, interação com os pares, mas baixo nível de interação substantiva com os pares, pouca participação nas atividades culturais e artísticas.
COMO LIDAR COM AS DIVERSIDADE NO ENSINO SUPERIOR
A homogeneidade e menos criativa, pois conduz a síndrome do pensamento único e toda unanimidade e burra, como dizia Nelson Rodrigues.
As empresas de modo geral, vem descobrindo que a diversidade de profissionais alem da questão de responsabilidade social e de cidadania, constitui também agregação de valor ao negocio, com melhoria na qualidade de trabalho, na imagem da marca, incremento de competitividade, atendimento personalizado, aumento da capacidade de resistência as mudanças de mercado, maior capacidade de reconhecer e valorizar talentos.
A acentuada desigualdade socioeconômica, reflete na baixa presença de representantes de determinados grupos sociais na universidade, mas o sistema de cotas para índios e negros que vem sendo adotados, tem ampliado esta participação nas universidades. Nota-se ainda a presença cada vez maior de estudantes com idades superiores a media tradicional, como também a ampliação dos estudantes com deficiências físicas e um numero crescente de estudantes com assumida orientação homossexual.
Muitos professores provavelmente não estão preparados para esta diversidade, o que significa a necessidade de rever e modificar suas atitudes e os estudantes serem tratados como pessoas e não como integrantes de determinado grupo social.
COMO IDENTIFICAR ESTUDANTES “PROBLEMATICOS”
Via de regra os professores tendam a admitir que o problema esta nos estudantes e que por esta razão sejam considerados problemáticos. A participação desses alunos em classe costuma ser desgastante para o professor, contribuindo para o estudante não se sentir a vontade, prejudicando o aprendizado dos alunos.
Porem e necessário que o professor avalie suas atitudes em classe e em que medida isto pode influenciar ou contribuir para ocorrência destes comportamentos. Convem ainda considerar que os problemas interpessoais envolvem pelo menos duas pessoas e por isto mesmo os problemas identificados não podem ser debitados unicamente aos estudantes.
Existem muitas tipologias de alunos problemáticos como segue: retardatários, apressadinhos, repetitivos, desligados, tagarelas, dominadores, agressivos, interpretes, críticos, impacientes, “queridinhos do professor”, e também as tipologias correlacionadas com determinados animais como: leões (dominiadores), macacos ( piadistas), papagaios (tagarelas), corujas (mudos), esquilos (tímidos), pavões (vaidosos).
Há estudos mais aprimorados que propõem identificar e sugerir procedimentos corretivos para estes alunos problemas. McKeachi (2002) assim os classificou:
Estudantes irritados, agressivos e desafiadores. São estudantes que tanto de forma verbal ou não manifestam hostilidade ao professor e aos estudantes.
Estudantes que procuram chamar a atenção e dominar as discussões. São aqueles que sempre tem algum coisa a dizer. Brincam, exibem-se cumprimenta o professor e os colegas e procuram permanentemente colocar-se em evidencia.
Estudantes desatentos. São os que geralmente se sentam nas ultimas fileiras e não se envolvem com as aulas que são ministradas.
Estudantes que não se preparam para as aulas. São os que não lêem o que solicitado e, consequentemente, não conseguem acompanhar o ritmo da classe.
Estudantes desanimados. São os que não demonstram interesse pelas aulas ministradas. Chegam atrasados, fazem poucas anotações e ficam contando os dias para o termino do ano legivo.
Estudantes lisonjeadores e trapaceiros. São os que procuram o professor e dizem estar impressionados com sua cultura, que tem especial interesse pela matéria e que o reconhecem como o melhor professor que já tiveram em toda a vida.
Estudante que lutam com muitas dificuldades. São estudantes que tem muitas dificuldades para acompanhar o curso e são dificuldades permanentes
Estudantes com desculpas. São os que constantemente estão pedindo desculpas pela não realização das tarefas. Causam muitos constrangimentos ao professor, por ser estas desculpas muitas vezes fraudulentas.
Estudantes que querem a verdade e estudantes que admitem que tudo e relativo. São estudantes com visão dualista do conhecimento, resumidas em verdadeiras ou falsas, ou certas ou erradas. Acham que o professor conhece a verdade e deve procura-la através dele. Porem existe estudantes que o conceito de verdade e de justiça são relativos. Esses são geralmente participativos, contribuindo muitas vezes para a geração de conflitos ideológicos.
Estudantes com problemas psicológicos. Estes estudantes são detectados através de profissionais habilitados. Porem há outros estudantes que o comportamento conduz facilmente a suspeição de que necessitam de acompanhamento psicológico. Os sinais são: agressividade, mau humor, preocupação excessiva, temores infundados, irritabilidade, dificuldade de concentração, apatia. Alguns apresentam sinais de abuso de drogas e álcool.
COMO DIAGNOSTICAR CARACTERISTICAS DOS ESTUDANTES.
O que mais interessa ao professor e conhecer suas características sociais, traços de personalidade, interesses, expectativas, aspirações, temores, conhecimentos, habilidades e competências.
Todo este conhecimento e impossível ao professor ter acesso, mas o professor pode verificar por exemplo: O nível de conhecimento prévio sobre a disciplina, o nível de interesse, a importância que lhe e atribuída, as dificuldades percebidas, a imagem que tem do curso e do professor e o nível de satisfação com as aulas.
Este conhecimento prévio e importante para promover a chamada avaliação diagnostica, que tem por finalidade determinar, descrever, classificar e valorar aspectos do comportamento do estudante que são relevantes para a aprendizagem.
Domínio prévio dos objetivos, e feita mediante a aplicação de um pré-teste dos estudantes. E um avaliação para antecipar possíveis dificuldades que o aluno possa a ter em relacao ao alcance dos objetivos.
Para alguns professores, este diagnostico e desnecessário pois admitem que os objetivos devem ser alcançados a qualquer custo.
Há outras características dos estudantes que são importantes para orientar o seu aprendizado, principalmente aquelas que constituem causas não educacionais da capacidade de aprender, podem ser de ordem físicas, psicológicas ou ambientais. Constituem muito mais atribuições de médicos, psicólogos e assistentes sociais que de professores.
Alem destes processos para identificar as características estudantes, recomenda-se que o professor faca a observação direta das pessoas para conhece-las melhor.
Os contatos íntimos e pessoais que os alunos tinham com os professores, antigamente, hoje praticamente foram substituídos pela tecnologia e-mails e isto tem afastado as pessoas e quase todo os trabalhos e contatos fora das aulas e via de regra por e-mails e assim fica difícil para o professor ter uma idéia do perfil do aluno.
Domingo, Setembro 14, 2008
CONSULTA A PAGINA DO MEC NA INTERNET
A pagina inicial esta postada de forma objetiva. As cores e letras usadas, da a pagina um conjunto harmonioso, não agride os olhos .
O menu bem visível no lado esquerdo e links dos programas atuais em destaque do lado direito divulga-se
PDE PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO
PORTAL DO PROFESSOR
GUIA DO ESTUDANTE
PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO
DOMINIO PUBLICO – BIBLIOTECA DIGITAL
PRO UNI PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS
No centro da pagina em foco matérias do dia
Recursos do pré-sal irao para educação
Em destaque: BANCO ONLINE DE IMAGENS
VIDEOS Olimpíada de Matematica
REUNI: Reestruturação e expansão das Universidades Federais
Informe-se sobre concursos públicos e processos seletivos
(vestibulares) nas Universidades Federais.
No link do
IDEB Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
PROVA BRASIL
PAR – Plano de Ações Articuladas
PRO-LETRANDO
PRA-LER Programa de Apoio a Leitura e Escrita
Formação continuada de professores alfabetizadores do ensino
Fundamental
GESTAR – PROGRAMA GESTAO DE APRENDIZAGEM ESCOLAR
GESTAR 1 Formacao continuada de professores dos anos iniciais do
Ensino fundamental .
GESTAR 2 Formacao continuada de professores dos anos finais do
Ensino fundamental.
EDUCACENSO- Como prestar informações corretas ao Censo Escolar p/ o IDEB
APROVA BRASIL – O direito de aprender
Boas praticas em Escolas Publicas avaliadas pela Prova Brasil
INDICADORES DEMOGRAFICOS E EDUCACIONAIS
-A meta e chegar a 2010 com 354 escolas técnicas e 500 mil vagas .
Expansão da Rede Federal de 1909 a 2002 foram construídas 140 escolas técnicas no pais. Nos últimos 5 anos a meta e construir 64 escolas técnicas da primeira fase do plano de expansão da Rede Federal, sendo que 45 já foram entregues.
Para a segunda fase do Plano de expansão já foram escolhidos o terreno e aprovando o projeto arquitetônico e licitado o inicio das obras de mais 150 escolas num investimento de R$ 750 milhoes, estas novas escolas cobrem todas as regiões do Brasil.
IFET Instituições Federais de Educação Tecnológica
- Escolas Agrotecnicas Federais (EAF) Autarquias Federais que prioritariamente na área agropecuária, a nível técnico, alem de diversos cursos de nível básico e do ensino médio.
- Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET)
Autarquias Federais que ministran ensino superior de graduação e pos graduação, oferecendo ainda formação pedagógica de professores e especialistas, alem de cursos de nível básico, técnico e tecnológico e do ensino médio. São escolas com sede própria, mas com dependência administrativa , pedagógica e financeira ao CEFET a qual esta vinculada.
- Escolas Técnicas Vinculadas as Universidades Federais.
Escolas sem autonomia Administrativa, financeira, e orçamentária ligadas a Universidades Federais, oferecendo cursos de nível técnico, voltados para o setor agropecuário como para a industria e serviços alem do ensino médio.
- Escola Técnica Federal Autarquias Federais que atuam prioritariamente nas áreas da industria e de serviços, com habilitação de nível técnico, alem de vários cursos de nível básico e do ensino médio.
Domingo, Setembro 07, 2008
TRABALHO CRIANDO OPORTUNIDADES DE APRENDIZAGEM CONTINUADA AO LONGO DA VIDA
Jose Armando Valente
GRUPO
1-PAULA FERREIRA MATOS
2-MILTON DONIZET RESENDE RODOVALHO
3-MOIDES ASSIS MIRANDA
4-VANESSA FONTENELLE PASSOS
5-EVERTON BARBOSA FREITAS
O trabalho foi divido no grupo em 5 partes, conforme a sequencia do grupo, eu fiz o resumo do 2. parte conforme exposicao abaixo:
MILTON – PARTE 2
Aprender e ensinar é uma experiência prazerosa que muitas vezes não nos damos conta, contudo só conseguimos a otimização quando estamos inteiramente envolvidos na situação dando o máximo de si.
Aprendemos muito interagindo com objetos e pessoas, contudo este aprendizado intuitivo é substituído pelo aprendizado formal, na fase escolar, quando então o encantamento do aprendizado desaparece.
No período de (0 a 4 anos) que antecede a escola, a criança é motivada para a aprendizagem assumindo uma atitude ativa na busca de informação e aprendizagem, neste período os pais e sociedade fornecem-lhe certas atividades que a incentivam na busca do aprendizado como jogos didáticos e playground que enriquecem o ambiente e facilita o desenvolvimento.
Todo este processo, nas fases seguintes da educação infantil, fundamental, média e universitária, vai gradativamente perdendo força e a predisposição de caçador ativo de informação é oprimida e o estudante passa a situação de caçador passivo motivado pelo sistema educacional, passando então a aprender só pelo sistema formalmente ensinado através de um professor que lhe traz a informação em uma bandeja de prata, é quando então o estudante percebe que aprender demanda tempo e trabalho e o aprendizado deixa de ser divertido.
ATIVIDADE 1
ORIENTACAO PARA O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADE RELATIVA À ANALISE DE UM FILME COM ENFASE EM SEUS ASPECTOS DADATICO-PEDAGOGICOS
FILME: O Sorriso de Monalisa
A historia é da decada de 50, em 1954 uma professora de tendencia progressita consegue ser contratada para lecionar historia da arte, para uma turma de moças tradicionalistas que ingressavam no colegio para aprimorar seus conhecimentos e se qualificar para serem donas de casa, seguindo assim as tendencias tradicionalistas da epoca,
Ao iniciar o ano letivo, a professora percebe as tendencias conservadoras tanto da escola quanto das alunas que de certa forma regeitaram a professora, mas com um pouco de calma e bom jeito, ela foi se enquadrando e mostrando outros valores a serem abordados e com isto, conseguiu que a turma de mocas vislubrassem algo mais que simplemente serem donas de casa e esposas exemplares.
MILTON RODOVALHO